Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Receio eleitoral leva Lula a encerrar cobrança da taxa das blusas

Após avaliação de desgaste eleitoral, governo encerra a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50

O presidente Lula durante lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado
0:00
Carregando...
0:00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na terça-feira (12.mai.2026), uma medida provisória que encerra a cobrança federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A decisão, tomada após semanas de discussão interna, visa reduzir o desgaste político antes das eleições de 2026. A medida envolve o fim da chamada “taxa das blusinhas”.

Segundo relatos do Planalto, o tributo se tornou um dos principais símbolos de insatisfação entre as classes C e D, principalmente entre consumidores que utilizam plataformas estrangeiras. Pesquisas de opinião indicaram rejeição expressiva ao imposto, ampliando a pressão para encerrar a cobrança.

A avaliação interna ganhou força após resultados de levantamentos como AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgados em fevereiro. Dados apontaram que 62% dos brasileiros consideravam a taxa o maior erro do governo Lula até então, superando outras críticas econômicas.

Mudança estratégica

Integrantes do Palácio do Planalto dizem que Sidônio Palmeira, da Secom, passou a defender a desvinculação da medida para reduzir o impacto eleitoral. A percepção é de que o tributo atingia diretamente a população de menor renda, público estratégico para a base governista.

O governo também reconhece que a cobrança ficou associada a custos adicionais para famílias de menor renda e dificultou a percepção de neutralidade da política econômica. Em abril, Lula já havia reconhecido que a taxa trouxe prejuízo político e a classificou como desnecessária.

A decisão de acabar com a taxa foi tomada após discussão interna com foco em cenários eleitorais. A medida, assinada pelo presidente, representa uma reversão em relação ao início da tributação, que havia sido defendida pela equipe econômica para manter isonomia entre o varejo nacional e o comércio internacional.

Contexto e desdobramentos

Historicamente, defensores da cobrança argumentavam que ela manteria a competição tributária justa entre varejo nacional e importadores. Aliados do governo atuaram para viabilizar a criação da taxa no Congresso, com figuras vigentes na época defendendo o fim da isenção.

Auxiliares próximos a Lula afirmam que a mudança pode influenciar a composição de cenários eleitorais, já que pesquisas recentes mostravam favoritismo de Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno. A pauta, no entanto, passa a ter status de política pública encerrada, sem novas discussões sobre o tema no momento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais