O Senado dos EUA confirmou Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve (Fed). A nomeação foi aprovada por 54 votos a 45 e Warsh deve assumir na próxima sexta-feira, quando termina o mandato de Jerome Powell no comando da instituição.
Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump, enfrenta uma economia com inflação acelerada. A confirmação ocorre em meio a uma disputa antiga sobre a condução da política monetária e repetidas críticas ao atual presidente do Fed por parte de Trump.
Powell encerra seu quinto mandato nesta sexta, mas pode permanecer no cargo temporariamente até a posse de Warsh. O processo de nomeação foi marcado por tensões entre o executivo e o Senado, além de sinais de intervenção do governo na independência do banco central.
Entre as movimentações que cercam a nomeação, destaca-se a pressão de Trump por cortes mais agressivos nos juros. Em resposta, Warsh assumiria com uma visão de ajuste monetário diferente da sinalizada por Powell.
O futuro presidente do Fed já afirmou que pretende vender grande parte de seus ativos, superiores a 130 milhões de dólares, antes de tomar posse. A transação depende do fechamento de procedimentos financeiros.
A indicação de Warsh ocorreu após debates sobre a política de juros, com três membros do comitê de política monetária divergindo de manter ou sinalizar cortes futuros. O Fed tem mantido os juros entre 3,5% e 3,75%.
Durante o processo, Tillis, senador republicano, condicionou seu apoio à conclusão de uma investigação do Departamento de Justiça sobre a gestão da reforma da sede do Fed. Powell nega irregularidades, e a investigação segue em curso.
Fontes próximas ao assunto indicam que ex-presidentes do Fed e ex-economistas defenderam Powell após a abertura da investigação em janeiro. A conclusão formal do mandato de Powell ocorre na sexta, com Warsh já planejando a nova gestão.
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