O Senado volta a ser motivo de tensão política para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas das eleições. A crise envolve o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e o Planalto, após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF. O episódio aumenta a pressão sobre a agenda governamental.
Lula busca apoio do Senado para aprovar pautas consideradas prioritárias para a gestão. Integrantes do governo dizem que evitar um rompimento com Alcolumbre é importante para não comprometer votações cruciais. A relação entre os poderes é tema de avaliação interna no Planalto.
A Câmara, por outro lado, tem mostrado avanços em algumas propostas. A pauta do fim da escala 6×1 avançou na Casa após o deputado Hugo Motta decidir pautar o tema e a expectativa é de votação em maio. No Senado, o desempenho de Alcolumbre é visto como determinante para o desfecho.
Analistas destacam que Alcolumbre atua de forma estratégica nos bastidores, influenciando líderes partidários e articulando acordos em temas do Judiciário. Sua atuação contrasta com a de Motta, que tem maior alcance sobre a Câmara e ainda enfrenta limitações na relação com o Senado.
A tensão entre Lula e Alcolumbre se intensificou após a recusa do Senado em aprovar Messias para o STF. Enquanto o governo apoia Rodrigo Pacheco para a vaga, Alcolumbre indicava o ex-presidente do Senado para o cargo, gerando desconfiança entre as partes.
Entre os bastidores, há também leitura de que o Senado é mais imprevisível sob Alcolumbre do que foi durante a era de Arthur Lira na Câmara. A percepção é de que a tramitação de projetos depende mais de negociações internas na Casa alta.
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