Na sessão da Câmara Municipal de Porto Alegre em 13 de maio de 2026, a vereadora Juliana Souza (PT) teve o microfone arrancado pelo colega Mauro Pinheiro (PP) enquanto ocupava a tribuna. O episódio é interpretado como agressão política de gênero.
O tema discutido envolvia o escândalo nacional com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Áudios divulgados pelo The Intercept Brasil mostram solicitações de repasses para financiar Dark Horse, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
O senador confirmou a veracidade dos diálogos, mas alegou tratar-se de patrocínio privado, sem uso de dinheiro público ou da Lei Rouanet. No mercado financeiro, o tom foi de pessimismo: Ibovespa caiu mais de 1,8% e o dólar passou de R$ 5,00.
Reações e desdobramentos
Juliana Souza afirmou nas redes sociais que o ato de Mauro Pinheiro é crime e disse que buscará medidas judiciais e éticas. O deputado Paulo Pimenta expressou solidariedade, destacando que a conduta poderia representar silenciamento de mulheres no espaço público.
Até a publicação desta edição, Mauro Pinheiro não havia emitido nota oficial. A Câmara não divulgou desdobramentos adicionais sobre o incidente.
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