O deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) acionou o STF e o TSE para que seja investigada a origem de vazamentos de informações sigilosas relacionadas a investigações em curso. O pedido foi feito nesta quinta-feira (14/5). A meta é rastrear a origem dos vazamentos e identificar responsabilidades.
Lopes classifica os vazamentos como seletivos e públicos, o que, na visão dele, compromete a credibilidade de investigações e do processo eleitoral. O ofício foi enviado ao ministro-relator do caso no STF, André Mendonça, solicitando medidas imediatas.
O parlamentar também pediu que o TSE apure a origem de tais divulgações e eventual responsabilidade criminal, funcional ou administrativa. O documento ressalta o risco de interferência no debate político-eleitoral quando informações sigilosas são divulgadas de forma fragmentada.
Vazamentos e desdobramentos
Helo Lopes já tem dito que o vazamento pode afetar a normalidade do processo eleitoral e a credibilidade das instituições. O deputado argumenta que divulgações com contexto insuficiente aumentam a desinformação entre eleitores.
Anteriormente, Lopes defendeu transparência nas apurações envolvendo o caso Master. Em abril, afirmou que o povo brasileiro exige ações rápidas da justiça diante de delatores que queiram falar com clareza.
Em maio, celebrou a entrega da delação premiada de Vorcaro à Polícia Federal, destacando a necessidade de transparência. A íntegra do diálogo entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, divulgado recentemente, é citada como evidência nesse contexto.
Financiamento do filme biográfico
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, financiou aproximadamente R$ 61 milhões para o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. As informações foram divulgadas pelo Intercept Brasil. Há sinais de que Flávio Bolsonaro teria pedido recursos para a produção.
Conforme os diálogos obtidos pelo Intercept, uma conversa de novembro de 2025 é mencionada como parte do flamejamento. Segundo o site, as movimentações ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, com estimativa de R$ 134 milhões no total. Não há confirmação de que todo o dinheiro tenha sido efetivado.
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