O Cemitério Old Memphis, em Palmetto, na Flórida, foi vandalizado nas últimas semanas. Ao todo, 17 sepulturas foram danificadas, lápides derrubadas e pichadas com os nomes Trump e DeSantis em tinta vermelha. A ação ocorreu em um cemitério histórico de moradores Afro‑Americanos.
Segundo a polícia, não houve prisões até o momento e as investigações seguem em curso. O caso é apurado pelo escritório do xerife do condado de Manatee. A investigação trabalha para confirmar motivação e responsáveis.
Glenn Searls, de 77 anos, relatou ter sentido raiva ao ver as inscrições nos túmulos, especialmente por acreditar que houve conotação política. Ele afirmou que o cemitério foi fundado em 1904 para a comunidade negra local.
Edrena Love Freeman contou ter visto a lápide do pai deslocada ao visitar o sítio. Ela descreveu o ocorrido como cruel e injusto, destacando que o pai era veterano da Segunda Guerra Mundial.
Contexto e reação
O vandalismo ocorreu em um momento de acentuada polarização política nacional. Não houve confirmação de ligações entre o ato e ações políticas oficiais de lideranças estaduais ou federais.
As autoridades não tiveram resposta imediata dos escritórios do governador Ron DeSantis nem da Casa Branca. O silêncio inicial não impediu que familiares dos enterrados expressassem indignação com o ocorrido.
Repercussões locais
Familiares e moradores da região demandam celeridade nas apurações para identificar responsáveis e responsabilizá-los conforme a lei. O fato reacende o debate sobre segurança de cemitérios históricos e respeito a comunidades atendidas pelo local.
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