Valéria Vieira Pereira da Silva, delegada da Polícia Federal, foi afastada de suas funções por decisão do ministro André Mendonça, do STF. A ação integra a sexta fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira.
A defesa de Valéria e de seu marido, Francisco José Pereira da Silva, agente aposentado da PF, negou que houve vazamento de informações ou consultas indevidas ao sistema e-Pol. Eles também foram alvo de busca e apreensão em Belo Horizonte.
Os investigadores apuram que acessos de Valéria ao e-Pol teriam sido repassados a Marilson Roseno da Silva, apontado como líder do núcleo “A Turma”, ligado a ações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A operação envolve ainda o pai de Vorcaro, Henrique Vorcaro, apontado como financiador do grupo, segundo os levantamentos. A PF informou que os servidores citados não estavam cadastrados na investigação sigilosa, o que, em tese, impediria o acesso indevido.
Investigação e desdobramentos
Segundo a defesa, não houve cadastro da delegada ou do agente no inquérito em questão, o que, na avaliação deles, afasta a possibilidade de vazamento por meio de seus acessos. O STF autorizou as medidas nesta quinta, incluindo buscas na residência em Belo Horizonte.
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