O senador Flávio Bolsonaro afirmou em entrevista à Globonews que ocultou o contato com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro por uma cláusula de confidencialidade no contrato relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, uma produção em homenagem a Jair Bolsonaro. A declaração acontece após reportagens que apontam Vorcaro como financiador da obra.
Segundo o material apurado pelo The Intercept Brasil, Vorcaro teria financiado parte da produção com uma soma próxima de milhões de reais, chegando a investir cerca de 61 milhões de reais. Um áudio de setembro de 2025 indica pressão para que o investidor aumentasse os recursos, acompanhado de um vínculo próximo entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Em entrevista à GloboNews, o senador negou vínculos com o financiamento para despesas do irmão Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, caso alvo de investigações da Polícia Federal. Flávio manteve a justificativa de que sua relação com Vorcaro foi restrita ao projeto do filme e não se estendia a outras tratativas.
Financiamento do filme
A reportagem indica que o vínculo entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro envolvia atividades além da relação institucional de ilustração pública, passando por negociações de verba para a produção. O senador afirma que a confidencialidade impedia qualquer explanação sobre a natureza exata do acordo.
Investigações e desdobramentos
O tema ganhou desdobramentos políticos, com aliados de Flávio ressaltando que o episódio não configura crime e que não houve uso indevido de recursos públicos. A defesa pediu apuração interna sobre os contratos e reforçou a ideia de que a CPI sobre o Banco Master seria uma linha de defesa. O caso segue em curso, com novas informações sendo aguardadas.
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