O Novo do Paraná criticou Romeu Zema após o ex-governador de Minas gravar um vídeo com cobranças ao presidenciável Flávio Bolsonaro. A reação ocorreu após a divulgação de mensagens enviadas por Flávio a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, pedindo recursos para financiar um filme sobre a trajetória de Bolsonaro.
Segundo o diretório paranaense, o vídeo de Zema foi divulgado de forma precipitada, gerando ruídos em alianças já consolidadas. No estado, o Novo e o PL formalizaram recentemente uma aliança para a disputa ao Senado, com Deltan Dallagnol e Filipe Barros ocupando vagas apoiadas pelo acordo, e com a filiação de Sergio Moro ao PL para o governo estadual.
O Novo afirmou que a aliança entre PL e Novo no Paraná permanece sólida, baseada em diálogo e objetivos comuns, e reforçou o compromisso com resultados para a população. O partido ressaltou a importância de manter alinhamento com a convenção nacional antes de divulgar posicionamentos públicos.
No conteúdo divulgado pelo The Intercept Brasil, surgiram mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. O material mostra um suposto pedido de apoio financeiro para a produção do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A assessoria de Flávio não se manifestou de forma oficial até o momento.
Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, saiu em defesa de Flávio Bolsonaro após críticas de Gleisi Hoffmann. Em resposta, Dallagnol afirmou que o áudio não evidencia crime e defendeu continuidade das investigações sobre o Banco Master, além de destacar a necessidade de apurar relações de potenciais interesses entre governo, tribunais e bancos.
Em Santa Catarina, o presidente do Novo local também criticou Zema, destacando que não houve alinhamento prévio com o partido. A ala catarinense reafirmou a parceria com o PL, mantendo o otimismo sobre a coligação para as eleições.
Kahlil Zattar, líder do Novo em Santa Catarina, defendeu a continuidade das investigações sobre o Banco Master e pediu a instalação de uma CPI no Congresso para apurar ligações entre o banqueiro e políticos. A operação conjunta entre os dois estados permanece em fogo brando, com a expectativa de esclarecimentos adicionais.
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