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PF suspeita que verba de Vorcaro custeou despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA

PF investiga uso de recursos ligados a Vorcaro para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA, linha de investigação sobre envio de dinheiro para o filme Dark Horse

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em evento conservador nos EUA
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A Polícia Federal está investigando a possibilidade de recursos vinculados a Daniel Vorcaro terem custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele reside desde fevereiro de 2025. A linha de apuração aponta para transferências a um fundo com sede no Texas, operado pela empresa Entre Investimentos e Participações, com o objetivo de financiar o filme Dark Horse, que retrata a vida de Jair Bolsonaro. A PF considera ainda a suspeita de que esse fundo possa ser controlado por aliados de Eduardo.

A investigação teve início após reportagens que indicaram movimentação financeira para o projeto cinematográfico e a atuação de Vorcaro. A PF busca confirmar se o dinheiro foi usado efetivamente para custear a vida de Eduardo no exterior ou apenas para financiar o filme.

Envolvidos e contexto

Flávio Bolsonaro, hoje pré-candidato à Presidência, é citado em material de imprensa como quem teria pedido recursos a Vorcaro para apoiar o filme. Flávio negou ter oferecido ou recebido vantagens, mas confirmou ter pedido patrocínio privado para o projeto, sem apontar relação com dinheiro público. A Go Up Entertainment, produtora do filme, negou ter recebido repasses de Vorcaro; a empresa citada pelo jornal também informou não ter firmado patrocínios com Vorcaro.

Eduardo Bolsonaro, ex-deputado e réu em ação no Supremo Tribunal Federal, reside nos EUA desde 2025. A denúncia envolve acusações de coação durante o desenrolar de uma trama golpista associada ao governo anterior. A Procuradoria-Geral da República apresentou a denúncia em 2025, após a condenação de Jair Bolsonaro, e a Primeira Turma do STF aceitou a acusação por unanimidade.

A PF pretende esclarecer se os recursos teriam sido encaminhados a pedido do dono do Banco Master e se parte do dinheiro financiaria de fato o filme ou apenas cobriria a estadia de Eduardo no país. A imprensa consultada pela reportagem não obteve resposta de Eduardo no momento da apuração.

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