Prince Harry afirmou que a ascensão do antisemitismo na Grã-Bretanha é “profundamente preocupante”, dizendo que protestos em relação ao Oriente Médio não justificam hostilidade a comunidades judaicas. O duque de Sussex destacou que as pessoas devem expressar ira sem atacar fiéis ou pessoas judaicas.
Em artigo para o New Statesman, ele escreveu que comunidades judaicas se sentem inseguras em locais que consideram casa, citando dados de crimes de ódio registrados em Londres. A Polícia Metropolitana anunciou 100 agentes extras para proteger essas comunidades.
Entre os incidentes registrados em abril estão tentativas de incêndio na sinagoga Finchley Reform e na antiga sede da Jewish Futures, em Hendon. Também houve tentativa de ataque a um muro memorial em Golders Green e uma investigação de terrorismo sobre uma agressão duplo em 29 de abril.
Contexto político e religioso
Alguns políticos e líderes judeus atribuem parte do aumento do antissemitismo a retórica de protestos pró-Palestina. Também foram discutidas propostas para proibir marches que sejam vistos como inflamando o discurso.
No mesmo período, o arcebispo de Canterbury criticou o aumento da violência antijudaica na Grã-Bretanha, destacando que a vida judaica hoje vive sob alta vigilância e segurança. Ele ressaltou a necessidade de solidariedade pública.
O arcebispo enfatizou que a igreja deve agir também, não apenas falar, para enfrentar o ódio em todas as suas formas. A Igreja da Inglaterra reafirmou o compromisso com a luta contra a discriminação e a violência.
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