Eduardo Bolsonaro negou ter exercido controle sobre os recursos do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro. Em vídeo divulgado nesta sexta-feira, ele afirma que atuou como produtor executivo apenas para manter o projeto em andamento.
Segundo o deputado licenciado, o vínculo foi temporário e criado para evitar a interrupção do longa. Ele também informou ter investido US$ 50 mil do próprio bolso nos Estados Unidos para assegurar a permanência de um diretor de Hollywood no desenvolvimento inicial do roteiro.
O parlamentar diz ter recuperado parte desse valor posteriormente, sem vincular o reembolso ao fundo de investimentos abastecido por recursos de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Ele classificou como mentira qualquer afirmação de financiamento por Vorcaro.
Desdobramentos
A controvérsia ganhou força após reportagem do Intercept revelar contrato em que Eduardo aparece formalmente como produtor executivo, contradizendo a declaração anterior de que não ocupava posição de gestão no fundo do projeto.
Na ocasião, Eduardo havia afirmado que autorizou apenas o uso de sua imagem e da do pai na produção, sem ocupar função de gestão. O episódio ocorre no mesmo contexto de revelações sobre a participação financeira de Vorcaro no filme.
A reportagem também apontou que a intermediação de Vorcaro estaria ligada a alegações sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro no financiamento, com menções à possibilidade de pré-candidatura dele à Presidência em 2026.
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