Figurantes do filme Dark Horse denunciaram uma série de violações trabalhistas durante as filmagens, entre elas práticas consideradas abusivas, condições de alimentação e remuneração abaixo do piso da categoria. O relato consta em um dossiê produzido pelo Sated-SP, em parceria com o Sindicine e o Ministério do Trabalho e Emprego.
Os documentos reúnem relatos de revistas íntimas, confiscos de celulares e agressões físicas a funcionários que recusaram entregar equipamentos. Também há indícios de atraso em pagamentos e de tratamento desigual entre equipes brasileiras e estrangeiras, com diferenças de acesso a serviços.
A produção envolve o ator Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro e está sob direção de Cyrus Nowrasteh. Mario Frias, produtor-executivo, negou que haja repasse de recursos de Daniel Vorcaro para o projeto. O lançamento está previsto para setembro de 2026.
Fraude trabalhista e cachês
Ao Poder, a vice-presidente do Sated-SP afirma que a Go Up Entertainment teria utilizado a pejotização para evitar vínculos formais. O sindicato classifica a prática como fraude à legislação trabalhista.
Os cachês pagos ficaram abaixo do padrão de mercado, segundo o sindicato: figuração comum a R$ 100, elenco de apoio a R$ 170, e uma taxa de transporte de R$ 10 descontada do cachê. O piso diário para longa-metragem fica acima desses valores.
Ângela Couto destacou o descaso com a categoria, citando relatos de maltrato no casting e no set, incluindo revistas abusivas. Também há informações de pagamentos atrasados ou não realizados a parte dos trabalhadores.
O Poder360 procurou a assessoria da Go Up Produções e o Ministério do Trabalho e Emprego, mas ainda não houve resposta até a publicação. A reportagem continuará acompanhando o desdobramento.
Produção
O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, conhecido por obras de apelo cristão. Caviezel interpreta Bolsonaro e participou de outros projetos de notoriedade conservadora. O lançamento depende de confirmação de agenda e distribuição.
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