Flávio Bolsonaro será quem definirá se Cláudio Castro continua como candidato ao Senado pelo PL, conforme avaliam aliados do ex-governador e do partido no Rio de Janeiro. A avaliação ganha contorno após a operação da Polícia Federal nesta sexta-feira, 15, que amplia os entraves já existentes.
A PF aponta que Castro atuou para criar um ambiente favorável ao Grupo Refit, considerado um grande sonegador de impostos e ligado a fraudes no setor de combustíveis. A investigação sugere que houve refinanciamento desenhado para atender aos interesses da empresa, com possibilidade de reduzir substancialmente a dívida junto ao Estado.
Além da operação, o quadro eleitoral segue com a inelegibilidade de Castro até 2030, decretada pelo TSE por abuso de poder político e econômico. Essa condição reforça a dúvida sobre a viabilidade de a candidatura ser mantida pela legenda.
Nesse contexto, o PL do Rio encara opções internas que podem substituir Castro, como o deputado federal Carlos Jordy e o senador Carlos Portinho. Portinho já manifestou o desejo de disputar a reeleição, decisão que depende do clã Bolsonaro e do comando estadual do PL.
Portinho, inicialmente preterido na corrida ao Senado, pode voltar a protagonizar a forma de disputa conforme o peso político da família. A decisão final, porém, depende de estratégias do diretório e de acordos internos do partido, sem data definida.
Entre os cenários, surge ainda a hipótese de o PL apoiar um nome de fora, como Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, pré-candidato pelo PP, caso a bancada decida pela mudança de palanque. Mantidas as condições atuais, Castro permanece como opção sub judice.
Um dos pontos centrais da discussão interna envolve a percepção de desgaste político em relação a uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro, ligada a áudios que mencionam o banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação é que esse fator pode impactar a campanha presidencial.
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