Em Maringá, a qualidade do transporte público volta a ser tema de debate. O sistema enfrenta lotação, atrasos e freadas bruscas, mesmo em uma cidade reconhecida pelo planejamento urbano. Passageiros afirmam que o crescimento de veículos particulares deixou a demanda maior que a capacidade atual.
A condução do serviço fica a cargo da Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), única concessionária até 2031. A prefeitura gerencia a fiscalização e as tarifas, enquanto a demanda diária gira em torno de 74 mil viagens, das quais cerca de 54 mil são pagas.
Rozeli Bocca, vendedora que usa ônibus há anos, descreve lotação e falta de assentos, além de freadas rápidas. A cobertura dos pontos também é criticada, especialmente em dias de chuva. A jornalista Camila Stawinski aponta gargalos na concentração de estudantes em horários de pico e atendimento considerado precário por alguns motoristas.
Situação atual e custos do sistema
A tarifa técnica do transporte é de R$ 8,10, mas o usuário paga R$ 5,20, com o restante subvencionado pela prefeitura. O subsídio anual é estimado em R$ 45 milhões, cobrindo gratuidades para estudantes, idosos, pessoas com deficiência, gestantes e outras categorias.
A TCCC sustenta que a definição de itinerários e frota depende da prefeitura, e que a prioridade aos ônibus não é equivalente à de cidades como Curitiba. O diretor da empresa aponta que a falta de faixas exclusivas reduz a velocidade e a atratividade do serviço, aumentando a dependência do transporte individual.
O município observa que o sistema precisa cumprir indicadores como regularidade, acessibilidade e velocidade. Auditorias do Tribunal de Contas do Paraná em 2023 recomendaram melhorias em calçadas, pontos de ônibus e estudos para novos corredores exclusivos, além de buscar receitas alternativas, como o Terminal Intermodal.
Perspectivas e medidas em andamento
A prefeitura informou que contratou empresa para um sistema de controle e monitoramento integrado do transporte. O objetivo é melhorar operação e satisfação do usuário, com implantação tecnológica e capacitação. Estudos técnicos e de viabilidade estão em andamento para a possibilidade de Tarifa Zero.
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