Ciro Gomes interrompeu o lançamento de sua candidatura ao governo do Ceará para pedir a prisão de um apoiador, após entender errado o gesto feito pelo público. Ele afirmou que o gestual era o símbolo do Comando Vermelho e pediu que o homem fosse preso. Em seguida, o ex-ministro recuou ao perceber o equívoco.
No discurso, Ciro criticou governantes locais, chamando-os de frouxos, e disse que o Ceará deve ser governado pelos cearenses. O ex-ministro enfatizou o combate ao crime organizado e às facções como eixo central de sua pré-candidatura, alegando que grupos criminosos teriam tomado o estado e espalhado medo.
Além da segurança, o candidato apontou problemas na saúde e na gestão pública. Afirmou que faltam investimentos na contratação de delegados e na ampliação de delegacias de plantão. Também citou caos na saúde, com filas para cirurgias e falhas no sistema de regulação.
Ciro criticou o que chamou de uso político da saúde e o que classificou como loteamento político da rede estadual. Na área fiscal, defendeu a recuperação da capacidade de investimento do Ceará, alegando déficit financeiro e obras paralisadas sob a gestão atual.
O ex-ministro atacou o PT, chamando o partido de corrupto e desastroso na administração do estado. Afirmou que, para ser candidato pelo partido, seria preciso ter ficha suja e relação com facções criminosas.
Ciro Gomes é filiado ao PSDB. Ele disse pretender convidar Roberto Cláudio para compor a chapa como vice-governador. Ainda apontou Capitão Wagner como o candidato ao Senado pelo grupo.
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