O senador Flávio Bolsonaro (PL) defendeu tratamentos sem eficácia comprovada na fase inicial da pandemia de Covid-19 e criticou medidas de distanciamento. Posteriormente, passou a divulgar a vacinação, posicionando-se como o “Bolsonaro que toma vacina”.
Antes de apoiar vacinas, Flávio elogiou a hidroxicloroquina e a azitromicina, compartilhando mensagens sobre tratamento precoce. Também questionou as medidas de isolamento defendidas por cientistas enquanto não havia vacina.
Em março de 2021, o senador sinalizou reconhecer a relação entre tratamento precoce e vacinação, respondendo a críticas ao tema. Nesse período, passou a acompanhar debates sobre aquisição de imunizantes.
Mudança de tom sobre as vacinas
No mesmo mês, Flávio participou de uma parceria para facilitar a compra de vacinas no Senado. Em julho de 2021, posou sendo vacinado pelo então ministro da Saúde, marcando distanciamento de discursos anteriores.
A partir de então, as publicações do senador passaram a defender a vacinação com maior frequência. Em setembro de 2021, afirmou que as vacinas adquiridas pelo governo federal tiveram papel central no país.
Em resumo, Flávio alternou posições: defendeu medicamentos sem eficácia comprovada no início da pandemia e, ao ganhar foco político com a crise, passou a defender a vacinação como parte de sua atuação pública. A assessoria não comentou o assunto.
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