O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou neste domingo (17/5) que vai seguir o regimento interno ao avaliar a possível instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar crimes envolvendo o Banco Master e políticos vinculados ao caso. A decisão depende do andamento da pauta e do regimento que norteia o processo na Casa.
A pressão por uma CPI do Master ganhou força após a divulgação de um áudio pelo portal The Intercept Brasil, no qual o senador Flávio Bolsonaro (PL) é citado cobrando 134 milhões de reais a Daniel Vorcaro, então dono do banco, para financiar um filme sobre o histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro. Vorcaro está preso, sob suspeitas ligadas ao sistema financeiro.
Motta sinalizou que a avaliação da CPI seguirá o trâmite regimental e estará condicionada ao andamento de outras propostas de comissões em fila de votação. A declaração ocorreu durante a cerimônia de celebração dos 200 anos da Câmara dos Deputados, evento que reuniu autoridades e parlamentares.
Ainda no contexto da agenda da Câmara, Motta comentou sobre o cronograma da chamada 6×1, destacando que a prioridade é fechar o tema até o fim de maio. Ele disse que o Legislativo trabalha para apresentar um texto de convergência sobre o tema, que não pertence a partidos ou governos específicos.
O presidente ressaltou a necessidade de demonstrar unidade em torno de questões que, segundo ele, afetam mais de 60% da população. Afirmou que a Câmara busca avançar com decisões que reflitam o anseio da sociedade, sem adiantar julgamentos sobre casos ainda em apuração.
Entre na conversa da comunidade