O pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), explicou nas redes sociais que confundiu gestos de um apoiador com uma apologia ao Comando Vermelho (CV) e pediu a prisão do homem durante o lançamento de sua pré-candidatura. Ele disse ter encarado o episódio com humor.
Em vídeos publicados no Instagram, Ciro reconheceu que houve um equívoco ao interpretar o gesto. Ele afirmou que o apoiador repetiu o gesto, que o desfazia, e que, ao encará-lo, pensou tratar-se de uma provocação. Foi aí que decidiu reagir, segundo o próprio ex-ministro.
A retratação ocorreu diante da plateia, com acompanhamento da parceira Gisele, que o orientou rapidamente. Ciro disse ter pedido a prisão do apoiador, mas voltou atrás após perceber que o gesto poderia representar a inicial do seu nome, C, associada à palavra vitória.
O político aproveitou a ocasião para criticar a gestão do Ceará, alegando que a população enfrenta criminalidade decorrente da omissão e da cumplicidade do governo. Ele citou o governador Elmano de Freitas (PT) e o ex-governador Camilo Santana (PT) como responsáveis.
Contexto eleitoral e cenário de pesquisas
Segundo a Genial/Quaest, divulgada no fim de abril, Ciro aparecem com 41% das intenções de voto no primeiro turno, ante 32% de Elmano de Freitas. Quando Camilo Santana é incluído, o petista lidera com 40% contra 33% de Ciro.
Para o segundo turno, Camilo tem 44% das intenções, contra 39% de Ciro, o que mostra empate técnico dentro da margem de erro. Em confronto direto com Elmano, Ciro fica em vantagem, com 46% ante 35%.
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