Eduardo Bolsonaro negou neste domingo (17/5) ter mantido contato com o empresário Daniel Vorcaro e afirmou que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência está mantida. Ele também criticou a necessidade de alguém da equipe assumir a função de responder a crises.
O ex-deputado afirmou que a campanha do irmão precisa de um gabinete dedicado a respostas rápidas diante de ataques e denúncias, mas ressaltou cautela para evitar informações incorretas. Disse ainda que não dá para responder de forma precipitada.
As declarações ocorrem após repercussões sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, ex-controlador do banco Master. Adversários da direita chegaram a criticar a proximidade, enquanto Eduardo defendeu a viabilidade eleitoral da chapa.
Segundo Eduardo, a aproximação com Vorcaro ocorreu apenas devido ao financiamento do filme Dark Horse, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Comparou o caso a uma relação comum entre clientes e instituições financeiras.
Ele reiterou que nunca teve o telefone de Vorcaro nem trocou mensagens com ele. Disse ter tomado conhecimento das suspeitas apenas após a publicização do tema.
A reportagem do Intercept Brasil trouxe relatos de mensagens apontando contato frequente entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro durante a negociação de financiamento do longa. Alega-se que cerca de R$ 61 milhões teriam ido ao fundo Havengate, nos EUA.
Eduardo negou vínculo contratual direto entre Vorcaro, o banco Master e o fundo envolvido na produção do filme, descrevendo a relação como estritamente profissional. Afirmou ainda que não houve participação pessoal dele nesses contatos.
Contexto
- A acusação envolve financiamento do filme Dark Horse e operações relacionadas ao fundo Havengate.
- A principal pergunta permanece: qual a natureza das ligações entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro?
- O tema ganhou espaço na imprensa após revelações de mensagens e movimentações de recursos.
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