Provas encontradas na mochila de Luigi Mangione serão excluídas do julgamento em Nova York. O juiz Greg‑ory Carro determinou a remoção de itens como carregador municiado, passaporte, carteira, celular e chip de computador, apreendidos no McDonald’s na Pensilvânia, em dezembro de 2024, dias após o homicídio do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em Manhattan.
Segundo o Ministério Público, a mochila foi revista durante a prisão. O juiz, contudo, entendeu que a busca inicial na delegacia de Altoona foi válida e permitiu a inclusão de uma arma impressa em 3D e um suposto manifesto. A defesa argumenta ilegalidade da busca sem mandado.
Decisão do juiz
Carro afirmou que a busca na delegacia seguiu protocolo do Departamento de Polícia de Altoona e, por isso, as evidências são admissíveis. Já os itens encontrados na cena do McDonald’s não tinham base para a justificativa de uma ameaça emergencial na época.
Mangione responde a homicídio em segundo grau e a outras oito acusações no âmbito estadual, com julgamento marcado para setembro. Ele também enfrenta acusações federais pelo assassinato de Thompson e outras acusações na Pensilvânia, às quais se declarou inocente.
As equipes de defesa argumentaram repetidas vezes que a revista da mochila, feita sem mandado, violou direitos do réu. Promotores insistem que as buscas foram legais e proporcionais, respaldadas por circunstâncias do momento.
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