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Aprovação de Trump cai para 35% com recuo de apoio entre republicanos, aponta pesquisa

Pesquisa Reuters/Ipsos aponta aprovação de Trump em 35%, queda entre republicanos e pressão econômica com gasolina ligada aos conflitos no Irã, impactando eleições de meio mandato

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com membros da imprensa no gramado sul da Casa Branca após chegar a bordo do helicóptero Marine One em Washington
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O índice de aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump, caiu para 35%, perto do menor nível desde o retorno dele à Casa Branca. A queda ocorre com recuo entre republicanos, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça (19).

A pesquisa, realizada online com 1.271 adultos, cobriu quatro dias e encerrou na segunda-feira. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para a população geral e de 5 pontos para republicanos. Trump iniciou 2025 com 47% de aprovação.

A popularidade vem sendo afetada pela alta dos preços da gasolina desde a ordem de ataques ao Irã em fevereiro, em conjunto com Israel. A guerra elevou o preço na bomba e elevou a preocupação entre aliados republicanos, que defendem suas maioria no Congresso nas eleições de meio de mandato em novembro.

No âmbito interno, 21% dos republicanos desaprovam Trump, contra 5% logo após ele assumir. Cerca de 79% dos republicanos aprovam o desempenho dele, abaixo de 82% no início do mês e de 91% no começo do mandato. A insatisfação se concentra no custo de vida, prometido pelo presidente em 2024.

Entre os republicanos, 47% aprovam a condução do custo de vida, enquanto 46% desaprovam. Em nível geral, apenas 20% dos eleitores aprovam Trump nessa área. A percepção sobre o custo de vida permanece como tema central para a base do partido.

Contexto econômico e diplomático

A avaliação sobre o custo de vida convive com a política de imigração defendida por Trump, que mantém apoio firme entre cerca de 82% dos republicanos. O partido segue dividido quanto ao impacto da ação militar no Irã, com apenas 25% dos entrevistados aprovando a militarização, e um parcela expressiva desaprovando.

A intervenção no Irã gerou controvérsia entre democratas e independentes, com o desgaste refletido em números gerais de apoio à atuação militar. O cessar-fogo, vigente desde abril, não remove a preocupação com o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o petróleo global.

A pesquisa aponta que a percepção pública sobre a atuação dos EUA no Irã é mista: apenas uma parcela de aproximadamente um quarto dos entrevistados considera válida a intervenção, incluindo parte dos republicanos, com números menores entre democratas e independentes.

As informações foram coletadas pela Reuters/Ipsos e visam ampliar o entendimento sobre a dinâmica de apoio à liderança e suas consequências políticas no cenário de meio de mandato.

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