O AtlasIntel/Bloomberg divulgou nesta terça-feira (19/5) uma sondagem que aponta vantagem de Haddad e Alckmin sobre Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno, caso Lula não participe da disputa presidencial. O estudo traz números nacionais e foi realizado entre 13 e 18 de maio de 2026.
Foram entrevistados 5.032 pessoas em todo o país. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento avaliou cenários diferentes sem a participação de Lula.
Em um segundo turno entre Haddad e Flávio Bolsonaro, Haddad aparece com 46,7% das intenções de voto, contra 43% do presidenciável do PL. A diferença é de 3,7 pontos percentuais. Brancos, nulos ou indecisos somam 10,3%.
Em outro cenário, Alckmin vence Flávio Bolsonaro por 46,4% a 42,3%, uma vantagem de 4,1 pontos percentuais para o apoio do governo. Brancos, nulos ou não souberam opinar somam 11,3%.
Repercussões em torno de Vorcaro
A divulgação ocorre dias após a revelação de documentos envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A reportagem citou áudios, mensagens e comprovantes bancários ligados ao projeto.
Segundo as informações publicadas, Vorcaro teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o longa, estimado em R$ 134 milhões. Flávio Bolsonaro inicialmente negou participação do banqueiro; depois, afirmou ter buscado recursos privados para o filme nos Estados Unidos.
Ao ser questionado sobre a mudança de versão, o parlamentar pediu desculpas por ter negado a relação com Vorcaro, afirmando ter atuado por receio de perseguição política.
Flávio Bolsonaro e a rejeição
A pesquisa aponta que Flávio Bolsonaro lidera o índice de rejeição entre os nomes avaliados, com 52% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de forma categórica. Lula apresenta 50,6% e Jair Bolsonaro fica em 49,1%.
Nível de preocupação dos eleitores
O levantamento também examinou o medo dos eleitores em relação aos cenários eleitorais. Cerca de 47,4% temem a eleição de Flávio Bolsonaro como o pior desfecho possível, enquanto 40,5% citam como principal preocupação a reeleição de Lula.
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