Simone Marquetto, deputada do PP-SP, afirmou à Coluna do Estadão que não é uma parlamentar extremista e que mantém diálogo com políticos de diferentes siglas, do PT ao PL. O comentário ocorreu após almoço com Flávio Bolsonaro, cotado para vice na chapa do senador, em Campinas (SP) na sexta-feira passada. O encontro ocorreu no mesmo dia em que ela participou de um evento de Guilherme Derrite, pré-candidato ao Senado.
A parlamentar destaca que atua com um perfil conciliador, defendendo o diálogo para acalmar o país. Ela contou ter passado por uma trajetória política que inclui mandatos como prefeita de Itapetininga (SP) pelo MDB, antes de migrar para o PP, e mencionou que seu trabalho social inclui ações de reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência, aprovada em 2024 pela Câmara.
Simone relatou ter conversado com Flávio Bolsonaro sobre o momento considerado tenso após revelações envolvendo diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro, ligados ao filme Dark Horse, obra sobre a vida do pai de Flávio. Ela afirmou que ele estava seguro de suas ações e ciente da missão para as eleições de outubro, destacando a necessidade de manter o foco na campanha.
Perfil para o Executivo e futuro político
Marquetto comentou que o seu papel seria útil para um eventual governo, por ter experiência gerencial e orientação para cuidar de famílias e do Brasil. Ela mencionou que não pretende disputar a reeleição e reforçou que seu objetivo é somar à Igreja Católica e às lideranças religiosas na atuação legislativa, mantendo foco no serviço público.
Ciro Nogueira e o PP
A deputada também comentou a situação do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, alvo de buscas da Polícia Federal ligadas a suspeitas de favorecimento a uma emenda envolvendo o Banco Master. Nogueira nega as acusações, segundo a PF, que aponta que o texto tratava de aumentar o limite do FGC, encomendado por Vorcaro à assessoria do banco.
Simone afirmou que, em encontros breves com Ciro, o parlamentar se mostrou cordial, e ressaltou que cabe ao eleitor julgar a atuação de um líder político. Ela defendeu que lançar nomes em candidatura faz parte do jogo democrático e que isso não representa um aceno a uma carreira exclusiva, mas uma disputa pela confiança popular.
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