O ministro do STF Flávio Dino relatou ter sido hostilizado por uma funcionária de uma companhia aérea, que afirmou ter vontade de matá-lo. Ele fez um apelo público para que empresas promovam campanhas de educação cívica entre seus colaboradores, buscando convivência pacífica.
Dino afirmou que o episódio ocorreu durante embarque, quando a funcionária reconheceu o seu nome no cartão de embarque. Segundo ele, a mulher corrigiu a frase inicial, passando a dizer que seria melhor matar do que xingar. O ministro ressaltou que tais manifestações dependem de quem as faz, não dele.
A fala ocorreu em meio à proximidade das eleições de 2026, segundo o ministro, o que ele diz aumentar a relevância de medidas preventivas. Ele sustenta que qualquer cidadão pode sofrer agressões durante serviços públicos ou privados, e que o tema envolve segurança de aeroportos e passageiros.
Contexto político e institucional
O ministro destacou que conflitos políticos podem se intensificar e impactar o cotidiano. A defesa pela educação cívica seria direcionada a empresas que lidam com o público, para reduzir o ódio entre clientes e profissionais. Ele mencionou a possibilidade de ampliações desse tipo de ação em outros setores de negócios.
Em setembro do ano passado, Dino já havia relatado outra situação de hostilidade a bordo, envolvendo uma passageira que criticou a atuação dele pouco antes de julgamento relacionado a Jair Bolsonaro. A assessoria do STF informou que a mulher foi indiciada por injúria qualificada e incitação ao crime pela Polícia Federal.
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