Depois de afirmar que não manteria relação com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro reconheceu que esteve na casa do banqueiro no fim de 2025, logo após a primeira prisão no caso Master. Na época, Vorcaro já cumpria prisão domiciliar e usava tornozeleira eletrônica.
A revelação ocorreu após o senador estar reunido com aliados na sede do PL, em Brasília, quando o site Metrópoles publicou o registro do encontro na casa do banqueiro. O episódio envolve fraudes milionárias associadas ao Banco Master.
Ao final da reunião, Flávio disse ter ido a São Paulo para falar com Vorcaro, com o objetivo de encerrar o assunto. Segundo ele, se tivesse sido avisado de que a gravidade do caso era maior, teria buscado outro investidor há mais tempo para evitar o agravamento da situação.
Financiamento do filme e relação com Vorcaro
Até então, o senador afirmava que o relacionamento com Vorcaro restringia-se ao patrocínio do filme sobre o pai. Michelle de operações financeiras e contratos foram ressaltadas pela defesa de Flávio, que admitiu a existência de um memorando de confidencialidade no contrato do projeto.
O Intercept reportou áudios e mensagens que indicam que Vorcaro pagou parte do filme, com valores que superaram US$ 12 milhões segundo a produção. A família Bolsonaro informou que o financiamento estava vinculado ao projeto, que pode ter recebido recursos adicionais de outros investidores.
Informações de representantes da Goup Entertainment indicam que o filme teve custo total estimado em US$ 13 milhões e que Vorcaro teria atuado como intermediário de grande parte do financiamento, conforme relato da produtora. A diretiva do filme e as tratativas com investidores seguem sob apuração das autoridades e da imprensa.
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