O massacre em San Diego teve dois atiradores adolescentes, de 17 e 18 anos, que invadiram o Islamic Center of San Diego já armados com pistolas e rifles. Segundo autoridades, eles avançaram sobre a mesquita em estado de prontidão, com equipamento tático e fardamento completo.
Um segurança da instituição conseguiu alvejar um dos suspeitos, mas a investida continuou. O guarda ainda acionou o lockdown com os administradores da escola associada ao centro islâmico, antes de ser morto pelo atirador. O imam Taha Hassane reconheceu o ato de sacrifício do vigilante.
Conforme testemunhas, dois jovens já haviam sido contatados por telefone pela polícia quando foram atingidos. Delegados chegaram rapidamente ao local e localizaram os suspeitos mortos a tiros de calibre próprio, em posição de autolesão.
Pelo menos cinco escolas públicas próximas ficaram em lockdown durante o ocorrido. Hassane destacou que o centro realiza exercícios de proteção contra atiradores com frequência, o que, segundo ele, ajudou a salvar vidas.
A investigação da FBI apontou que os atiradores se conheceram online e haviam sido radicais. Um suposto manifesto divulgado pelas autoridades descreve um grande desprezo por várias raças e religiões. O órgão acrescentou que não é possível afirmar, ainda, se houve alvo específico.
Durante buscas em duas residências conectadas aos suspeitos, a polícia apreendeu cerca de 30 armas de fogo, um arco e flechas, além de equipamentos táticos, munição e dispositivos eletrônicos. As autoridades também encontraram escritos e ideologias que descrevem as crenças religiosas e raciais dos aparelhos.
Os investigadores informaram que as armas utilizadas pertenciam ao menos a um dos pais de um dos atiradores. Como ainda há indícios a serem apurados, não foi divulgado exatamente como os adolescentes conseguiram os armamentos.
A mãe de um dos jovens, segundo a Polícia, tinha alertado as autoridades, pouco antes do ataque, sobre o risco de seu filho ser suicida e possivelmente armado. As buscas continuam para esclarecer o envolvimento dos jovens na repressão e as motivações do ataque.
Um porta-voz da rede escolar do distrito afirmou que um dos atiradores estudava por meio de uma escola virtual vinculada ao distrito, com previsão de formatura ainda neste ano. A polícia mantém a apuração para confirmar vínculos educacionais e possíveis conexões com o ataque.
Entre na conversa da comunidade