Observação de pesquisa aponta que o tema de diversidade é decisivo para a apreciação pública sobre a próxima indicação ao STF. Dados do Datafolha, divulgados nesta segunda-feira, mostram que 51% consideram muito importante que a futura nomeação seja de uma mulher. Outras avaliações indicam 46% para negro e 46% para pessoa religiosa como fatores relevantes.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com mais de 16 anos em 139 municípios, entre 12 e 13 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança, segundo registro no TSE. Indagados sobre o que pesa na escolha, 85% citaram ótimo conhecimento jurídico como muito importante, seguido de independência em relação a políticos e partidos (64%).
Ainda de acordo com o levantamento, 53% consideraram que o governo saiu politicamente mais fraco após a rejeição da indicação de Jorge Messias pelo Senado, em abril. Outros 36% disseram que a força do Planalto não foi afetada, e 7% avaliaram ganho de força.
Contexto recente de indicações
Antes da formalização da nomeação de Messias, entidades pressionaram pela escolha de uma mulher para a Suprema Corte. Em nota conjunta, Fórum Justiça, Themis e Plataforma Justa defenderam a promoção da igualdade na Justiça e destacaram a ausência de mulheres no STF.
Entre os atributos valorizados, além de conhecimento jurídico, aparecem independência (64%), apoio dos ministros em exercício (53%), lealdade ao indicado pelo presidente (51%) e afinidade com deputados e senadores (47%).
Atualmente, o STF conta com uma única mulher entre os seus membros, a ministra Cármen Lúcia, que está no tribunal desde 2006 e tem aposentadoria prevista para 2029. Outras ex-integrantes que já deixaram o tribunal foram Ellen Gracie e Rosa Weber.
A pesquisa mostra que 59% dos entrevistados disseram desconhecer a rejeição de Messias, enquanto 41% afirmaram ter acompanhado o episódio. Entre os que acompanharam, 19% declararam estar bem informados, 18% mais ou menos informados e 4% mal informados.
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