Aja de forma coordenada com base no que acontece no mundo real. Padilha afirmou, em entrevista ao Bastidores CNN, que as sanções da Lei Magnitsky não impediram parcerias com empresas e universidades norte-americanas. Ele disse que o Brasil passou a atrair investimentos e cooperação de EUA, apesar das restrições.
Como exemplo, citou a incorporação ao SUS de uma vacina contra bronquiolite resultante de transferência de tecnologia de uma empresa dos EUA para uma instituição de saúde brasileira. A obra integra o esforço de ampliar a cooperação tecnológica no setor público.
Cooperação internacional
O ex-ministro de Dilma Rousseff explicou que, diante das restrições, a estratégia passou a ser a interiorização de parcerias. Segundo ele, tornou-se comum atrair empresas e universidades para o Brasil, fortalecendo relações históricas com os EUA.
Além dos EUA, Padilha ressaltou o retorno do Brasil às parcerias com China e Índia. Essas alianças permitiram a montagem de duas novas plataformas tecnológicas, uma biológica e outra recombinante, para produção de insulina após 20 anos de interrupção.
O ministro mencionou ainda acordos com Reino Unido e com a União Europeia, ampliando o leque de cooperação. Ele citou encontros com empresas europeias durante eventos internacionais para ampliar investimentos e produção no Brasil.
Perspectivas e agenda de saúde
Em Genebra, durante a Assembleia Geral da OMS, Padilha encontrou representantes de empresas europeias e confirmou futuras ações. O roteiro inclui, ainda, uma passagem por Lyon, na França, para anunciar a criação de uma rede pública e gratuita de combate ao câncer, com participação de empresas francesas.
Sobre o cenário político, Padilha atribuiu a queda de aprovação a um ambiente de polarização global, não exclusivo do Brasil. Disse ter conversado com ministros de vários países para entender experiências em contextos eleitorais.
O ex-ministro avaliou que, à medida que a campanha eleitoral avança, o governo poderá destacar avanços na saúde. Entre os temas citados estão recordes de cirurgias eletivas, ampliação da cobertura vacinal e ações voltadas à saúde das mulheres.
Observações finais
Padilha enfatizou a continuidade de parcerias internacionais como eixo da política externa brasileira. A ideia central é manter a cooperação com diversos países, preservando a opção por cooperação pública e privada para o desenvolvimento do SUS e de bioindústrias nacionais.
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