O relator da proposta que visa encerrar a escala 6×1 e reduzir a jornada para 40 horas semanais deverá apresentar o relatório na comissão especial da Câmara nesta quarta-feira. A ideia ganha apoio do movimento sindical, representando cerca de 12 milhões de trabalhadores, sobretudo do comércio e serviços.
Para o presidente da UGT, Ricardo Patah, o país vive um momento maduro para avançar nessa pauta, impulsionado pela tecnologia e pela mudança nas relações entre capital e trabalho. A agenda ganhou protagonismo também por promover qualidade de vida, saúde mental e inclusão social.
Transição planejada
Patah defende uma redução gradual da jornada, com adaptação ao longo de dois anos para minimizar impactos nas empresas. “Podemos fazer em dois anos, reduzir para 40 horas, e as empresas vão se ajustar”, afirmou o sindicalista.
Foco na qualidade de vida
O fim da escala 6×1 é visto como essencial para reduzir desgaste em grandes centros urbanos. O debate destaca deslocamentos extensos e a carga de tarefas domésticas, especialmente para mulheres que atuam no comércio.
Desafios econômicos
O líder da UGT reconhece que a mudança exigirá apoio a micro e pequenas empresas. O objetivo é manter postos de trabalho com mecanismos semelhantes aos usados durante a pandemia, evitando o fechamento de negócios.
Segmentos com tratamento diferenciado
Alguns setores, como siderurgia, metalurgia e serviços essenciais, podem exigir regras próprias via negociação coletiva. Mesmo assim, as exceções não devem barrar a reforma trabalhista mais ampla.
Momento político e prazo
Patah afirma que o avanço da pauta depende do cenário político atual. O sindicalista alerta que, caso não avance agora, pode enfrentar dificuldades no Congresso em um momento futuro e com maior resistência.
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