O Senado dos Estados Unidos avançou nesta terça-feira (19) com uma_RESOLUÇÃO que restringe os poderes do presidente para conduzir operações militares contra o Irã. A proposta, que busca exigir autorização do Legislativo para qualquer ação de guerra, foi colocada em plenário após sete derrotas anteriores. A Casa Branca já havia argumentado que o conflito não configurava uma guerra aberta, mas a medida ganha força no Legislativo.
A votação ocorreu com a presença de senadores de ambos os partidos. O placar final foi de 50 a 47 a favor da continuidade da análise da resolução. O vice-presidente, que preside o Senado, tem o voto de desempate em caso de empate, mas não precisou intervir neste pleito. Entre os que votaram pela aprovação, destacaram-se alguns republicanos que anteriormente apoiavam o presidente.
Apenas um democrata votou contra a proposta de limitar o poder de decisão do presidente. O senador John Fetterman, conhecido apoiador de Israel, integrou a defesa da continuidade da atual linha de atuação. Entre os republicanos que se posicionaram contrários à posição de Trump estão Bill Cassidy (Louisiana), Rand Paul (Kentucky), Lisa Murkowski (Alasca) e Susan Collins (Maine). A oposição do bloco não chegou a obter apoio suficiente para derrubar a votação.
Avanço no Senado e próximos passos
Caso o Senado aprove a resolução, o texto seguirá para a Câmara dos Deputados, onde a maioria é do Partido Republicano. Mesmo aprovada, a lei enfrentaria o veto do presidente Trump, que só pode ser derrubado por uma maioria qualificada de dois terços no Congresso — cenário considerado improvável pelos analistas.
O objetivo da medida é interromper operações militares até a obtenção de autorização formal do Legislativo. A evolução ocorre em meio a preocupações com o prolongamento do conflito no Oriente Médio e com impactos econômicos, como os preços dos combustíveis, que têm reagido às tensões na região.
Contexto local e expectativa pública
A disputa ocorre em um momento de queda de popularidade de Trump e de uma percepção pública de que a decisão de manter ou ampliar ações contra o Irã depende de aprovação parlamentar. A maior parte do eleitorado acompanha com cautela o desfecho, enquanto o mercado reage à possibilidade de novas sanções ou novas etapas de negociações.
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