Aldo Rebelo afirmou à CNN Brasil nesta quarta-feira que a possível troca do nome dele pelo de Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF, na candidatura do DC à Presidência está ligada a um escândalo envolvendo o Banco Master em Alagoas. A declaração foi dada em tom de explicação do que, segundo ele, motivaria a mudança.
Segundo o ex-presidente da Câmara, a prefeitura de Maceió comprou 116 milhões em títulos do Banco Master por meio do Instituto de Previdência municipal, e o prefeito era filho do deputado João Caldas, hoje presidente nacional do Democracia Cristã. A leitura dele é de que a operação buscaria esconder irregularidades.
Rebelo diz que, temendo investigações, João Caldas procurou sinalizar proteção ao buscar apoio de um ex-ministro do STF, como forma de celebração de divergência com sua visão sobre o tema. O objetivo, segundo ele, era demonstrar alinhamento com posições contrárias às suas.
Na véspera, a CNN Brasil já havia informado que Joaquim Barbosa é o nome escolhido pelo DC para disputar o Planalto, com debates em aberto junto a outras siglas. Rebelo, porém, afirma que a única pré-candidatura consolidada é a dele, e que Barbosa ainda não se manifestou.
Para Rebelo, a escolha de Barbosa gerou constrangimentos internos, com o diretório de São Paulo já se declarando contrário à indicação. O DC, no entanto, segundo ele, tem apoio unânime no diretório nacional, com a convenção prevista entre 20 de julho e 5 de agosto para definição dos votos. A CNN Brasil busca contato com João Caldas para ouvir sua versão.
Entre na conversa da comunidade