O Tribunal Regional Eleitoral condenou o pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), por violência política de gênero contra Janaína Farias, prefeita de Crateús (PT). A decisão envolve declarações feitas em 2024, com Ciro chamando a então senadora suplente de cortesã e de assessora para assuntos de cama. A pena prevista era de 1 ano e 4 meses de reclusão, com multa de R$ 4,2 mil, mas foi convertida em medidas alternativas, incluindo indenização à prefeita. Ciro informou que apresentará recurso.
Janaína Farias comemorou a condenação nas redes sociais, destacando que a decisão representa um avanço para as mulheres. Ela afirmou ser vítima de violência política de gênero e reforçou que a Justiça não deve relativizar a misoginia. A reação da prefeita ocorreu após o anúncio da sentença.
Os ataques começaram em abril de 2024, quando Janaína assumiu temporariamente uma vaga no Senado como suplente, situação que a tornou alvo de críticas por parte de Ciro Gomes, adversário do grupo ligado a Camilo Santana, ministro da Educação. Em entrevistas, Ciro passou a atacar a então senadora suplente, citando que prestava serviços para Camilo.
Dias depois, em evento partidário, o ex-candidato voltou a atacar Janaína, usando termos que a Justiça considerou violento politicamente. Em entrevista posterior, ele manteve as críticas e a descreveu novamente com termos depreciativos.
A decisão envolve, portanto, o choque entre campanha local e atitudes públicas, com o judiciário cada vez mais atento a padrões de conduta no alcance de direitos políticos. O caso permanece sob recurso de Ciro Gomes.
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