O Governo do Rio Grande do Sul rebateu nesta quarta-feira (20) as declarações da deputada Laura Sito sobre supostos desvios de recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para empreendimentos turísticos de luxo. A administração afirmou que as informações apresentadas não procedem e que o Prograntur integra a reconstrução econômica estadual pós enchentes de 2023 e 2024.
Segundo o Executivo, nenhum repasse financeiro foi feito aos empreendimentos citados pela deputada até o momento. Os projetos estão em fases de análise técnica, financeira e jurídica, com critérios de viabilidade econômica, geração de empregos e atratividade turística em pauta.
A pasta destacou que o Funrigs foi criado para financiar ações de recuperação social e econômica, incluindo retomada da atividade produtiva e fortalecimento de setores estratégicos. O governo sustenta que o turismo pode impulsionar a economia regional, conforme avaliação de organismos internacionais.
Prograntur e impacto econômico
O governo afirma que o Prograntur busca estimular investimentos privados para ampliar a capacidade turística do estado e fortalecer destinos consolidados na Serra Gaúcha, Uva e Vinho, Costa Doce e Pampa Gaúcho. Estima-se que o Plano Rio Grande já tenha assegurado cerca de R$ 14 bilhões para mais de 227 ações de reconstrução.
Do montante total, o Executivo sustenta que R$ 4,2 bilhões já teriam sido pagos diretamente em entregas à população, com o restante vinculado a projetos em andamento. A defesa ocorre após Laura Sito pedir investigação ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado sobre o uso de recursos do fundo em projetos turísticos para público de alta renda.
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