A operação Vérnix, que resultou na prisão de Deolane Bezerra, envolve suspeitas de participação em lavagem de dinheiro ligada ao PCC. O base da investigação aponta para contatos entre a advogada e a cúpula do grupo. A descoberta inicial ocorreu em 2019, no interior paulista.
Policiais encontraram bilhetes na cela da Penitenciária II de Presidente Venceslau, em esgoto da unidade. Os Manuscritos revelam negociações de tráfico de drogas no presídio e relações com a liderança da facção, especialmente com Marcola, que dividia funções com membros da própria administração prisional.
A segunda fase da investigação identificou a transportadora Lado a Lado, próxima ao presídio, apontada como tunnel de repasses do PCC. Deolane é acusada de receber repasses diretos dessa transportadora, segundo a Polícia Civil, que também prendeu Everton de Souza, apresentado como gestor indireto da empresa.
Evidências e desdobramentos
A cadeia de mensagens e documentos indica que o dinheiro da atividade criminosa passava pela transportadora e, posteriormente, chegaria a Deolane. A operação também envolveu o ex-diretor da penitenciária, alvo de um suposto atentado citado nos bilhetes.
A investigação aponta ainda que o PCC utilizava a Lado a Lado para lavar valores, com repasses a Alejandro Camacho, irmão de Marcola, e a outros familiares. A polícia afirma que parte do dinheiro foi depositada em contas da advogada.
Everton de Souza foi preso na quinta-feira, com uma caixa de dinheiro em casa identificada com o nome de Deolane. Sigilos bancários indicam movimentação de milhões pela rede ligada ao PCC, entre 2019 e 2026, segundo a corporação.
Contexto e próximos passos
O caso envolve ainda Ciro Cesar Lemos e Elidiane Saldanha Lopes Lemos, proprietários legais da Lado a Lado, considerados pela polícia como peças formais da operação. A investigação sugere que a empresa foiidealizada pelo PCC e administrada por Marcola e Alejandro Camacho.
Marcola, segundo a polícia, orientava procedimentos e distribuição de lucros, utilizandose de terceiros para comunicações. Paloma Camacho, filha de Alejandro, foi presa na Espanha, vinculada às operações por meio de visitas que repassavam ordens.
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