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STF forma maioria para manter lei que abre espaço para Ferrogrão

STF forma maioria para manter lei que amplia limites do Parque Nacional do Jamanxim para a Ferrogrão; oito a zero, projeto permanece paralisado desde 2021

4 dez. 2025 - Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Antonio Augusto/STF
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O Supremo Tribunal Federal formou maioria para manter a lei que alterou os limites do Parque Nacional do Jamamxim (PA) para acomodar os trilhos da Ferrogrão. O placar está em 8 a 0 a favor da validade da norma, mesmo com divergências entre alguns ministros.

O relator Alexandre de Moraes votou pela plena validade da lei, sem estabelecer condicionantes. Compuseram a base de apoio os ministros Luís Roberto Barroso, André Mendonça, Kássio Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli. O entendimento foi acompanhado por esses integrantes.

A defesa do empreendimento sustenta que a ferrovia trará ganhos na logística e na economia, com impactos ambientais inferiores aos de uma rodovia, conforme argumentos apresentados na sessão. Ainda assim, há críticas ao recorte do perímetro protegido.

Divergências

Flávio Dino e Cristiano Zanin apresentaram apontamentos contrários, mas foram vencidos na votação. Dino defendeu a validade da lei apenas se houver recomposição da área e observância rigorosa do licenciamento ambiental, além de impedir nova redução de limites ou de Terras Indígenas ao longo do traçado. Zanin ressaltou que a decisão não antecipa autorização legal nem presume viabilidade ambiental sem estudos específicos.

O Partido Socialismo eLiberdade (PSOL), autor da ação, questiona a redução de 862 hectares no perímetro do parque. A legenda argumenta que a alteração não poderia ter sido feita por meio de Medida Provisória. O projeto da Ferrogrão segue paralisado desde 2021, decisão que também teve respaldos no STF.

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