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STF forma maioria para tornar réus três policiais civis no caso Marielle

STF forma maioria para tornar réus três policiais civis no caso Marielle, por obstrução de Justiça e associação criminosa para proteger milicianos e bicheiros

Este novo processo é um desdobramento das investigações que já levaram à condenação dos mandantes em fevereiro de 2026 pela mesma Primeira Turma - (crédito: Antonio Augusto / STF)
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A Primeira Turma do STF formou maioria para tornar réus três policiais civis do Rio de Janeiro no caso Marielle. Rivaldo Barbosa, Ginilton Lages e Marco Antonio de Barros respondem por obstrução de Justiça e associação criminosa.

O julgamento ocorre em sessão virtual e deve terminar nesta sexta-feira (22). O placar atual é 3 a 0 pela aceitação da denúncia apresentada pela PGR em fevereiro.

Relator Alexandre de Moraes votou pela aceitação; foram seguidos por Cristiano Zanin e Flávio Dino. Ainda falta o voto da ministra Cármen Lúcia, que pode consolidar a decisão.

Estrutura criminosa e funções

A PGR afirma que uma estrutura na PCERJ visava proteger milicianos e bicheiros, com fabricação de provas, versões falsas e manipulação de testemunhas. Rivaldo teria chefiado a Polícia Civil fluminense.

Ginilton Lages foi indicado para chefiar a Delegacia de Homicídios após o atentado. Ele seria responsável por pressionar investigados a confessar crimes não cometidos.

Marco Antônio de Barros atuava na Delegacia de Homicídios confiando em depor para favorecer investigados. O trio é acusado de obstrução de investigações do caso Marielle.

Contexto e desdobramentos

O novo processo é desdobramento das investigações que já condenaram mandantes em fevereiro de 2026, pela mesma Turma. As penas variaram entre 9 e 76 anos, conforme o estágio do julgamento.

Entre os condenados anteriores estão os irmãos Brazão, com 76 anos; Ronald Alves, 56 anos; Rivaldo Barbosa, 18 anos; Robson Calixto, 9 anos. A defesa questionou foro e provas, mas os argumentos foram rejeitados.

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