O empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, fechou um acordo de delação com a Justiça na Bahia. A colaboração foi formalizada após negociação com promotoria baiana, vinculada à operação Carbono Oculto. A prisão do acordo ocorreu em meio a desdobramentos da investigação.
O acordo, inicialmente rejeitado pelo Ministério Público de São Paulo, passou a vigorar com foco nos atos ocorridos na Bahia. As investigações envolvem uma macroestrutura criminosa responsável por um esquema de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis, relacionado ao PCC.
A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia deflagrou, nesta quinta, a Operação Khalas com base nas informações do acordo de delação. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias, e um servidor público estadual foi preso em Feira de Santana.
Além disso, dois servidores municipais de Candeias foram afastados. O MP baiano aponta que o grupo utilizava pagamentos de vantagens a autoridades para obter proteção e facilidades ilegais. O objetivo era ocultar importação de insumos e desviar produtos para unidades de mistura clandestinas.
Os promotórios explicam que os insumos, como nafta e solventes químicos, eram levados a batedeiras, locais onde eram misturados e revendidos como diesel e gasolina. A prática violava o recolhimento tributário e envolvia autuações fiscais milionárias suprimidas mediante propina.
Segundo a apuração, o esquema teria causado prejuízo aos cofres públicos estimado em cerca de R$ 400 milhões em ICMS. Entre 2023 e o momento, teriam sido adulterados mais de 111 milhões de litros de combustíveis no complexo criminoso.
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