A CPI que investiga a morte de Joaquim Klinger, de 9 anos, votará nesta sexta-feira o relatório final sobre o caso ocorrido na UPA Cassino, em Rio Grande. A sessão está marcada para as 13h30 e encerra os trabalhos iniciados após o falecimento, em 27 de maio de 2025.
O relatório aponta falhas nos protocolos da Secretaria Municipal de Saúde no atendimento da criança, com demora na intubação diante do agravamento do quadro. Profissionais de enfermagem e pais teriam feito alertas não atendidos.
A comissão também critica o uso de Haldol e a tentativa de administração de clonazepam, afirmando que os remédios não constavam no protocolo para asma grave e poderiam piorar a insuficiência respiratória.
Segundo a CPI, os elementos reunidos sugerem, em tese, homicídio culposo grave ou dolo eventual por omissão dos médicos envolvidos, além de possível responsabilização administrativa da secretaria. Dois médicos não depuseram.
Durante a investigação, foram ouvidos profissionais da saúde, técnicos de enfermagem, médicos, representantes da FURG e a administração municipal. O Ministério Público acompanha o caso, ainda sem denúncia à Justiça.
O atestado de óbito indica que Joaquim faleceu por insuficiência respiratória associada a crise asmática, com entrada na UPA na madrugada de 27 de maio de 2025. A primeira sugestão de intubação ocorreu por volta das 5h, sem prosseguir, e a morte foi confirmada às 7h15.
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