A Secretaria Nacional de Políticas Penais apreendeu 534 celulares durante a segunda etapa da operação Mute, realizada entre 18 e 21 de maio em presídios de 23 estados. Ao todo, 49 unidades prisionais foram vistoriadas. A ação mira combater atividades externas de facções criminosas a partir das alas.
Segundo o governo, a operação faz parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado recentemente, e utilizará equipamentos como scanners, inspeção por raio-X e bloqueadores de sinal de celular. A ideia é impedir a comunicação de detentos ligados a atividades criminosas.
Criada em 2023, a operação Mute realiza vistorias simultâneas e sem aviso prévio, com coordenação entre governos estaduais e o Ministério da Justiça. Desde o início, quase 8.500 celulares já foram apreendidos em celas de alta periculosidade.
Panorama da implementação
A ação marca a primeira etapa de uma ampliação do modelo de segurança para presídios estaduais, alinhando parte dos padrões das penitenciárias federais. O governo selecionou 138 unidades estaduais para receber o novo protocolo de segurança.
Entre as metas estão a instalação de detectores eletrônicos, sistemas de monitoramento de vídeo e georreferenciamento para identificar túneis. Também estão previstas novas viaturas e veículos blindados para as forças estaduais.
O programa já tem cerca de R$ 200 milhões destinados à aquisição de equipamentos e à modernização das estruturas. As mudanças abrangem protocolos de segurança, com o objetivo de reduzir a atuação de organizações criminosas dentro das prisões.
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