Marina Silva sinalizou nesta sexta-feira que o campo progressista trabalha para definir a composição da chapa ao Senado em São Paulo. A pré-candidata disputará a indicação para a segunda vaga com Márcio França, ex-ministro do PSB.
A indefinição tem gerado desgaste entre siglas da base da pré-campanha de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. Haddad disse que gostaria que a definição tivesse ocorrido. Marina mencionou que as conversas já avançaram e devem definir até o fim do mês ou no início de junho.
Durante painel no Fórum Esfera 2026, no Guarujá, Marina citou que a federação PSOL-Rede defende presença na chapa majoritária. Ela confirmou que a definição está sob o comando de Haddad, buscando a melhor solução para a segunda vaga.
Situação da chapa e expectativas
Marina destacou que defende o nome de Teresa Vendramini para vice de Haddad, mas a ex-presidente da SRB optou por contribuir com o programa de governo, especialmente na agricultura. A decisão final, disse, depende do ajuste entre as alas petistas.
Ela criticou a gestão de Tarcísio de Freitas, apontando falhas em segurança, educação, meio ambiente e assistência social. A ex-ministra também citou a privatização da Sabesp como não ter resolvido problemas estruturais do estado, incluindo a crise hídrica.
Temas sociais e consequências políticas
Marina mencionou feminicídio, violência contra mulheres e população em situação de rua como áreas de preocupação. Ela afirmou que esses indicadores devem constar na avaliação da administração paulista, destacando o impacto social das políticas públicas.
A ex-ministra comentou também o resultado da pesquisa Datafolha, que mostrou Lula em liderança no cenário nacional. Ela ressaltou a importância de debates democráticos com defesa de amplo direito de defesa.
Observação: os repórteres estiveram no evento a convite do Esfera Brasil.
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