Luís Roberto Barroso, ex-presidente do STF, revelou que as maiores preocupações para as eleições de 2026 envolvem o uso massivo de inteligência artificial e a divulgação de fake news para atacar adversários. O alerta foi feito em uma entrevista coletiva no 5º Fórum Esfera, no Guarujá, litoral de São Paulo, neste sábado, 23.
O ex-ministro ressaltou que tais temores são pertinentes ao cenário atual e refletem exigências maiores dos eleitores em relação aos processos democráticos. Ele destacou a desinformação e a massificação da IA como ameaças que podem afetar a reputação de candidatos.
Barroso comparou o momento com períodos sombrios do passado brasileiro, lembrando que a democracia brasileira é robusta e amadurecida. Afirmou que a visão crítica não significa piora das condições, mas elevação das expectativas da sociedade.
Sobre o andamento das eleições de 2026, Barroso observou que a próxima disputa deve seguir um eixo mais regulatório. Diferentemente de 2022, quando o TSE teve Moraes como presidente, o processo de 2026 ficará sob a condução do ministro Nunes Marques, que tende a adotar postura mais reativa.
Segundo Barroso, o ministro Nunes Marques deverá defender o direito de resposta de candidatos ofendidos e punir quem desrespeitar regras, sinalizando abordagem distinta daquela vista na eleição anterior.
Ainda no âmbito político, o ex-ministro foi questionado sobre a possível candidatura presidencial de Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF (2012-2014). Barroso afirmou não ver conexão entre o tema e o trabalho no Supremo, e reiterou consideração pessoal pelo colega.
A hipótese de candidatura de Barbosa tem gerado debates nos bastidores, especialmente devido ao apoio do Democracia Cristã (DC), que já mobiliza nomes como Aldo Rebelo como provável presidenciável. Barreiras institucionais e políticas seguem em avaliação.
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