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STF altera prioridades no caso Banco Master

STF inverte prioridades e não explica o contrato de R$ 129 milhões entre Banco Master e o escritório da mulher de Moraes; investigação foca vazamento

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
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O Supremo Tribunal Federal está ampliando a apuração sobre o caso ligado ao Banco Master, após revelações sobre um contrato envolvendo o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes. O acordo totaliza 129 milhões de reais e foi assinado para vigência de 36 meses. A controvérsia envolve o registro público dessas transações de uma empresa ligada ao banco.

Entre os fatos, constam a liquidação do Banco Master pelo Banco Central e a divulgação de que o contrato cresceu para valores exorbitantes, já antes apontados pela imprensa. As informações indicam que o repasse financeiro ocorreu em meio a operações sob escrutínio público.

Em março, surgiram mensagens entre Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso pela Polícia Federal, e Moraes, datadas de 17 de novembro. As mensagens reforçam a necessidade de esclarecer a relação entre as partes envolvidas e o uso de roteiros de comunicação durante o episódio.

Desdobramentos e informações oficiais

A Procuradoria-Geral da República não abriu investigação formal sobre as ligações entre Moraes e Vorcaro, tampouco sobre as transações da empresa associada ao ministro com o fundo do Banco Master. O STF também não anunciou medidas específicas sobre o tema até o momento.

Autoridades têm priorizado apurações sobre o vazamento de informações e não sobre o esclarecimento do contrato acima citado. Em janeiro, Moraes autorizou uma devassa na Receita Federal para checagem de sigilos de ministros e familiares, com afastamentos de servidores.

No último mês, houve intervenção envolvendo o ministro André Mendonça, que autorizou operação policial para afastar um perito da PF suspeito de repassar dados confidenciais. A investigação aponta para o contrato entre o Master e Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes.

Essa pauta envolve diretamente questões de governança e conduta institucional, além de exigir transparência sobre o valor, a finalidade do contrato e sua relação com autoridades públicas. O caso permanece em conjunto com apurações da PGR e do Ministério Público.

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