Um ato em defesa da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6 X 1 reuniu apoiadores do governo em Brasília neste domingo, 24 de maio de 2026. O evento ocorreu em frente ao Museu Nacional da República, com a participação de militantes, pré-candidatos e trabalhadores. A organização estima apoio próximo de 500 pessoas.
O ato foi coordenado pelo Coletivo Mobiliza DF, com a presença de representantes de movimentos populares, artistas e vendedores ambulantes. A Polícia Militar do Distrito Federal acompanhou a segurança do protesto, que ocupou um perímetro de cerca de 1.500 m². A organização previa cerca de 5.000 pessoas, mas a contagem final divergiu.
Questionada pelo Poder360, a PM informou que foram cerca de 200 participantes. Mesmo com números variáveis, o ato ocorreu sem registros de conflitos significativos até o fim da tarde.
Continuidade do movimento e declarações sobre a PEC
As falas centrais criticaram a manutenção da escala de 6 X 1, defendendo a semana de 40 horas sem redução salarial. Em pauta, a possibilidade de transição de 2 a 5 anos, ainda sem definição definitiva. Relator da PEC, o deputado Léo Prates, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, disseram que pontos como o fim da escala e as 40 horas já possuem consenso, mas o período de transição segue em estudo.
Entre as falas, houve repúdio à proposta de transição gradual, com participação de pré-candidatos a deputados distritais dos partidos Psol e Rede, além de artistas e uma conselheira tutelar. Também houve apresentações de hip-hop e música popular durante o ato.
Participação acadêmica e alcance nacional
A pesquisadora Renata Santana Lima, doutoranda em direito na UnB, acompanhou o ato para coleta de dados sobre o movimento VAT (Vida Além do Trabalho) e a relação entre direito do trabalho e democracia. Ela ressaltou que a pesquisa tem posicionamento explícito, sem neutralidade matemática, e articula a pauta com redes sociais que deram voz ao movimento.
Além de Brasília, atos de apoio à PEC foram convocados em ao menos 10 estados, incluindo Belém, Curitiba, Fortaleza, Maringá, Salvador, Recife, Cuiabá, Rio de Janeiro e São Paulo. As mobilizações ocorrem na véspera de apresentação do relatório da PEC pelo relator.
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