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Luiz Gama inspira ações, arte e pesquisa no combate ao racismo

Encenação em Brasília reaviva legado de Luiz Gama, destacando uso do Direito contra a escravidão e a luta moderna contra o racismo

Trajetória do intelectual negro Luiz Gama é revisitada 138 anos depois da abolição da escravidão no Brasil
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No Teatro dos Bancários, em Brasília, uma encenação e um debate resgataram o legado de Luiz Gama, abolicionista que libertou mais de 500 escravizados no século 19. A apresentação aconteceu no dia 13, data que marca a abolição formal da escravatura no Brasil há 138 anos.

O ator Déo Garcez interpreta o poeta, jornalista e advogado Luiz Gama, trazendo trechos do histórico que defendem liberdade e igualdade como direitos universais. A encenação, que já está em cartaz há mais de uma década, busca despertar conscientização sobre racismo e justiça.

Participaram do debate sociólogos e pesquisadores, entre eles Jessé Souza, que destacou que a escravidão persiste em símbolos e ideias, e que a luta por igualdade continua em dimensões modernas. A conversa enfatizou o papel da imprensa como ferramenta de denúncia.

Gama atuou no âmbito jurídico e da imprensa, contribuindo para libertar pessoas sob a legislação da época, como a Lei Feijó de 1831 e a Lei do Ventre Livre de 1871. O acervo histórico do abolicionista está sob estudo para reconhecimento no Patrimônio Documental da Humanidade pela UNESCO.

Assessores apontam que o material reúne 232 documentos do Arquivo Público do Estado de São Paulo, incluindo cartas de emancipação e registros de tráfico de africanos. A trajetória de Gama é apresentada como exemplo de atuação legal para a liberdade.

Da perspectiva acadêmica, o doutorando Artur Antônio dos Santos Araújo afirma que o papel de Gama foi provar que o marco jurídico manteve a escravidão por longo período, e que a abolição é resultado de lutas coletivas. A discussão reforça o peso histórico da figura na educação antirracista.

No palco, Garcez relaciona a história de Gama à luta cotidiana contra injustiças. O ator ressalta que a arte pode promover reflexões e mudanças sociais, mantendo o foco em direitos, cidadania e combate a qualquer forma de opressão.

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