Nigel Farage classificou como possível uma ação de hack russo ligada a uma reportagem do Guardian sobre um donativo de 5 milhões de libras recebido por ele de um bilionário crypto. Ciaran Martin, ex-chefe do NCSC, afirmou que a alegação não apresenta evidências. A controvérsia envolve a alegação de que o material do Guardian foi obtido por meio de uma operação de hack-and-leak ordenada pelo Kremlin.
Martin, que liderou o órgão vinculado ao GCHQ, disse que uma intervenção desse tipo seria inédita e grave para a política externa britânica. Ele pediu que Farage procure o NCSC para abrir uma investigação e apresentasse qualquer evidência técnica que sustente a denúncia.
A disputa ocorre após uma apuração da Comissão de Padrões do Parlamento sobre a não declaração do presente feito por Harborne em 2024. O valor, alegadamente, foi considerado isento por ter natureza pessoal e de segurança, segundo a defesa de Farage.
Reação e desdobramentos
Segundo uma fonte da Reform UK, análises feitas em um telefone de Farage por especialistas de contra-espionagem indicavam possível comprometimento de dispositivos ligados a Moscow. O partido afirmou que apenas quatro pessoas teriam conhecimento do presente.
O Guardian afirmou que a tática de Farage busca desviar a atenção de escrutínio sobre suas finanças. A publicação ressaltou que Farage volta a adotar ataques a veículos de imprensa em vez de enfrentar perguntas sobre seu patrimônio.
Martin destacou que ataques cibernéticos contra políticos afetam a integridade do sistema democrático. Disse que o onus recai sobre Farage para reportar o caso às autoridades competentes e que qualquer resposta nacional dependeria de novas informações verificáveis.
Ele reiterou que, com as informações disponíveis, a alegação de hack russo seria uma acusação extremamente séria e sem respaldo suficiente neste momento. Observou ainda que, para esse tipo de alegação, o caminho adequado é envolver o NCSC e autoridades de segurança.
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