Em aceno aos eleitores bolsonaristas, o pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou que não fará pré-julgamento envolvendo a relação entre Flávio Bolsonaro, líder do PL, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O comentário ocorreu nesta segunda (25), em São Paulo, durante evento promovido pela Amcham.
Caiado evitou criticar Flávio e disse que o senador tem competitividade na eleição, mesmo após o registro de um pedido de dinheiro ao ex-banqueiro. Questionado sobre o impacto do tema no pleito, ele citou pesquisas para embasar a avaliação.
A pesquisa Datafolha, divulgada na última sexta (22), aponta Lula com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 31%. Em eventual segundo turno, o ex-presidente venceria o senador por 47% a 43%. Caiado aparece com 4% na corrida presidencial.
O presidenciável do PSD afirmou que é preciso manter a centro-direita unida para derrotar o PT no segundo turno. A defesa da união ocorreu apesar de sinais de divergência internos em relação a Flávio.
Questionado sobre governabilidade, Caiado passou a impressão de que a decisão sobre governar ou não caberá aos eleitores. Ele reforçou que não fará juízo de valor neste momento. O objetivo, enfatizou, é manter a cooperação entre setores de direita.
No mesmo evento, Romeu Zema, pré-candidato do Novo, adotou tom crítico a Flávio Bolsonaro, porém sinalizou possibilidade de aliança em um eventual segundo turno contra Lula. A posição de Zema também evidencia buscas por convergência para o pleito.
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