Um grupo de trabalho criado pela Arsesp vai fiscalizar obras subterrâneas das concessionárias em São Paulo após a explosão no Jaguaré, ocorrida no dia 11 de maio. A força-tarefa começa a operar nesta segunda-feira, 25 de maio, com duração inicial de três meses, e visa reforçar cronogramas, protocolos de segurança, autorizações e comunicação entre as empresas.
O evento deixou dois mortos: o segurança Alex Fernandes Nunes, de 49 anos, e o pintor autônomo Francisco Bondemba da Silva, de 57. Ainda houve destruição em áreas da Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no Jaguaré. O início das ações de fiscalização ocorre em um momento de apuração das causas do acidente.
Segundo a Defesa Civil, 16 casas foram interditadas definitivamente e outras 22 tiveram interdição parcial. Um trecho de aproximadamente 2 mil metros quadrados ficou danificado total ou parcialmente. Governo de SP, Sabesp e Comgás informaram que atuam de forma conjunta no atendimento às famílias e na apuração das causas.
Esclarecimentos e medidas técnicas
A Arsesp pode interromper obras caso identifique riscos ou descumprimento de normas, conforme afirma o presidente da agência. A direção também sinalizou que revisará o Manual de Boas Práticas para intervenções compartilhadas, transformando diretrizes em obrigações formais. A proposta prevê consulta pública entre 26 de maio e 9 de junho.
Um grupo técnico permanente deve ser formado para prevenção de acidentes em obras compartilhadas, com participação de representantes técnicos da agência e possíveis envolvimento das concessionárias. A autoridade ressalta que o objetivo é aprimorar a coordenação, a fiscalização e o controle diante da crescente complexidade operacional.
A Sabesp informou que, como medida preventiva, suspendeu por 15 dias as obras com interferência direta em redes de gás. A Administração estadual, a Sabesp e a Comgás destacaram que atuam conjuntamente no atendimento às famílias atingidas e na apuração das causas do acidente.
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