Henry Borel: júri popular de Jairinho e Monique começa nesta segunda-feira no Rio
O júri popular dos acusados pela morte do menino Henry Borel terá início nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, no Rio de Janeiro. Jairinho e Monique Medeiros respondem por homicídio qualificado e outros crimes, após anos de recursos e adiamentos. A sessão acontece na Justiça Fluminense.
Henry morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos, no apartamento da Barra da Tijuca, na Zona Oeste. A denúncia aponta agressões que teriam deixado lesões graves, culminando em morte. Leniel Borel de Almeida, pai da criança, participa como assistente de acusação.
O pai afirmou ao Poder360 que aguarda que os jurados analisem as provas técnicas e as imagens do processo. Ele descreveu o caso como: duas pessoas entram vivas no apartamento e apenas uma sai viva, a criança já morta.
Tentativas de adiamento
O júri já tinha sido iniciado em 23 de março de 2026, mas foi suspenso após advogados de Jairinho deixarem o plenário, alegando falhas no acesso às provas digitais. A defesa pediu novo adiamento, recurso negado pelo TJ-RJ.
O Tribunal afastou a suspensão e manteve a data, após negar liminar de habeas corpus apresentada pela defesa para acesso a um notebook Dell apreendido. O desembargador afirmou que eventual questionamento poderia ocorrer como preliminar no júri.
O Superior Tribunal de Justiça também recusou recurso da defesa para anular laudo pericial produzido durante a investigação. O caso tramita, portanto, com a análise de provas técnicas já existentes, sem nova suspensão.
No banco dos réus
Jairinho e Monique respondem por homicídio qualificado e outros crimes, incluindo tortura, fraude processual e coação no processo. Monique é apontada pela acusação como responsável por não proteger Henry e por omissão diante das agressões atribuídas a Jairinho.
A denúncia foi recebida em 6 de maio de 2021, com prisão preventiva decretada para ambos. O júri popular decidirá a culpa ou inocência com base nas provas apresentadas em plenário, seguindo o rito do Tribunal do Júri.
O julgamento é presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro. O Ministério Público do Rio de Janeiro atua na acusação, com Leniel Borel ao lado do MP. Após a fase de instrução, os jurados deliberam em sessão secreta, por maioria simples de 4 votos entre 7.
Sobre o júri e a lei Henry Borel
O caso ganhou relevância política pela atuação de Jairinho como ex-vereador e pela posição da família na política local. A morte de Henry contribuiu para a criação da Lei Henry Borel, sancionada em 2022, que endurece medidas de proteção a crianças e adolescentes e instituiu o Dia Nacional de Combate à Violência Doméstica contra a Criança.
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