O voto do ministro Kassio Nunes Marques, do STF, sobre a prisão de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pode definir os rumos do caso. A análise ocorre em meio a disputas internas na Segunda Turma.
Analistas veem a posição de Nunes Marques como decisiva para o caminho seguido pelo relator, André Mendonça, que defende a manutenção da detenção. O resultado pode indicar como o colegiado vai conduzir o processo.
A Segunda Turma é formada ainda por Luiz Fux, que já votou contra Vorcaro, além de Dias Toffoli, que ainda sinaliza suspeitas, e Gilmar Mendes, com postura divergente, mas possivelmente isolado. A composição delimita cenários.
Gilmar Mendes já criticou o que chamou de autoritarismo penal-judicial em relação à prisão de Vorcaro. Em entrevista, ele reconheceu críticas à condução do caso, mantendo posicionamento que pode influenciar o debate no STF.
André Mendonça tem expressado insatisfação com os rumos da delação de Daniel Vorcaro. A defesa chegou a relatos de discussões com o relator sobre o conteúdo da delação e sua eventual homologação, segundo reportagens.
Em nota, a assessoria de Mendonça afirmou que o ministro ainda não teve acesso ao material entregue pela defesa à PF e à PGR. O texto ressalta que não cabe interpretar fatos não disponíveis oficialmente.
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